segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Semana Mundial da Amamentação



Olá minhas queridas!

Estou um pouquinho atrasada hoje com a postagem, porque o dia foi corrido pela manhã, nem sempre nossas fofuras fazem as mesmas coisas nos mesmos horários, não é mesmo?

Hoje quero fugir um pouco do tema central do blog pra fazer um alerta importante, a amamentação. Abaixo. Colocarei um texto sobre a origem da comemoração deste dia. Mas antes quero dizer que minha experiência com a amamentação é simplesmente linda!!!

No momento em que coloquei a Alanis no meu peito ela começou a sugar e nós ficamos ali como que se fossemos muito íntimas, e na verdade éramos mesmo! Os olhares e carícias eram constantes, parecia a celebração de uma espera de meses que nos conhecíamos sem nos tocar, mas a partir daquele momento poderíamos concretizar um amor através das mãos, dos olhos, e principalmente da Amamentação.

Quando a Lorena chegou, eu tinha aquela sensação de que já sabia tudo, mas percebi que era muito diferente, apesar dela também pegar o peito muito rapidamente, o jeitinho dela me olhar e me fazer carinho enquanto mamava era diferente da irmãzinha. Durante a gestação eu pensava, será que eu vou conseguir dividir meu amor? Mas no momento em que ela começou a mamar, percebi que eu não teria que dividir, porque ali nascia um outro amor!

Amamentei a Alanis até o sexto mês apenas, porque em seguida voltei a trabalhar, não me culpo porque sei que fiz o possível pra prolongar esse período, aí com toda a adrenalina, o leite começou a secar naturalmente. Já a Lorena, está hoje com 10 meses e mamando no peito ainda, já introduzi o almoço, jantar e frutas, mas ainda mama com prazer. Estou curtindo o últimos momentos, porque acredito que ela agora vai querer sair do peito naturalmente e eu vou sentir saudade.

Essa é apenas a minha experiência, sem entrar no mérito se está certa ou errada, melhor o pior que alguém, amamentei mais uma do que a outra, enfim, sem culpas e sem julgamentos, apenas o que vivi. Um fase linda que amei passar!

Segue abaixo, texto sobre a origem do Dia Mundial da Amamentação.

Fonte: site servir & nutrir

servir & nutrir

CONHEÇA A HISTÓRIA DO DIA MUNDIAL DA AMAMENTAÇÃO E SAIBA POR QUE ELE É TÃO IMPORTANTE

01 de ago, 2015 - Postado por Carolina Frederico
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Desenho de Picasso utilizada para ilustrar a Declaração de Innocenti
Há 25 anos, no dia 1º de Agosto de 1990, a assinatura da Declaração de Innocenti foi precursora da criação do Dia Mundial da Amamentação, celebrado todos os anos nesta mesma data, e da Semana Mundial de Aleitamento Materno, que se estende anualmente até 7 de Agosto. Mas por que precisamos dar tanto valor a esta data, suas conquistas, além aproveitar a oportunidade para promover e discutir o ato de amamentar por uma semana inteira, uma vez ao ano?
Volte para o começo dos anos 20 e imagine um mundo em que a indústria de alimentos processados promovia leite condensado e adoçado como opção de leite substituto! Os primeiros fabricantes de leite substituto industrializado foram instalados neste período, mesma época em que os cuidados de maternidade deixaram de ser uma questão do lar, da família, e passaram a ser administrados por profissionais da saúde, médicos, que constantemente estavam em busca de opções com “embasamento científico” para seus clientes.
women_workAcontece que em meio aos ventos de mudança, alguns médicos continuaram a escrever e a ressaltar a importância da amamentação, enquanto outros estimulavam práticas e informações errôneas e sem fundamentação científica, ainda hoje aceitas (como a de que o leite materno é fraco, por exemplo), que tornaram o ato de amamentação mais difícil e acabaram por reduzir a produção de leite nas mulheres. Durante os anos 40 nos Estados Unidos as mulheres tiveram que entrar no mercado de trabalho por uma questão de patriotismo, devido à necessidade de mão de obra por causa da Segunda Guerra Mundial, e a demanda por leite substituto passou a crescer.
Todas essas informações estão presentes no Relatório de Amamentação e de 15 anos de assinatura da declaração, produzido pela UNICEF (United Nations Children’s Fund) em 2005. O mesmo documento afirma ainda que o aumento da “medicalização” dos partos também foi outro fator que passou a criar obstáculos para a iniciação à amamentação.
Para completar, fabricantes expandiram e tornaram mais agressivas as propagandas de leite substituto e, consequentemente, a memória e a habilidade de como melhor praticar a amamentação foram perdidas. Além disso, o modelo social de alimentação artificial tornou-se norma e foi estabelecido em diversos países industrializados, se espalhando ao redor do mundo.
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As novas mídias da época, rádio e televisão, ajudavam a difundir a promoção irrestrita de diversos produtos. Nesta época, as embalagens de leites substitutos não enfatizavam a superioridade do leite materno e muitos sugeriam que os substitutos eram iguais se não melhores do que o leite da própria mãe.
Os anos 80 presenciaram o aumento da epidemia de Aids no mundo e o medo da transmissão do vírus HIV via leite da mãe, o que causou o fechamento dos bancos de leite e mais uma vez o aumento da procura por “fórmulas” e leites substitutos.
No entanto, junto com a procura por leites substitutos, começou a nascer a conscientização pública em relação ao tema. Em 1939, ano em que eclodiu a Segunda Guerra Mundial, a internacionalmente renomada pediatra de saúde pública e epidemiologista Dr. Cicely Williams fez um discurso para o Rotary Club de Singapura intitulado “Milk and Murder” (Leite e Assassinato), em que condenou as mortes desnecessárias de bebês causada pela promoção de leite condensado adoçado como leite substituto. Ela declarou que “propagandas equivocadas sobre alimentação infantil deveriam ser consideradas criminosas, e suas consequentes mortes deveriam ser consideradas assassinato”.
O encontro de 1990 em Florença, na Itália, em que foi produzida e assinada a Declaração de Innocenti, foi definitivamente um marco mundial na história do aleitamento materno, pois foi reflexo da constatação de que era preciso criar ações globais que revertessem o declínio dos índices de amamentação no mundo. Imediatamente a declaração foi  adotada por representantes de organizações governamentais, ONGs, defensores da amamentação de países de todo o mundo, no encontro organizado pela WHO ou OMS (World Health Organization Organização Mundial de Saúde) e pela UNICEF com apoio da AID (Agency for International Development, dos Estados Unidos) e da e da SIDA (Swedish International Development Authority).
Apesar de ainda não estarmos num mundo ideal no que diz respeito a amamentação e nutrição infantil, os 25 anos de assinatura do tratado de Innocenti nos dá o que comemorar, mas também traz muito trabalho de conscientização pela frente. Em 1992, Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação (World Alliance for Breastfeeding Action – WABA) criou o Dia Mundial da Amamentação, para marcar a efeméride, e realizou a primeira SMAM, Semana Mundial da Aleitamento Materno, que acontece há 23 anos.
Uma outra conquista que deve ser ressaltada foi a implementação do Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno (que vinha sendo trabalhado desde o fim dos anos 70) em diversos países do mundo, incluindo o Brasil. Você já reparou que não existem mais propagandas de leite substituto, como não mais existem propagandas de cigarro, porque a propaganda um dia disseminou informações de forma tão irresponsável que isso acarretou a morte de milhares de pessoas, milhares de bebês?!
No que diz respeito ao público em geral e as mães, algumas normas já estão em vigor em diversos países no mundo, incluindo o Brasil, como o fato de haver publicidade ou outra forma de promoção dos produtos abrangidos pelo Código ou distribuição gratuita direta ou indireta de amostras de desses produtos a gestantes, mães ou membros de suas famílias.
O acima citado relatório da UNICEF afirma que o Brasil comete menos violações do que a maioria dos países, no entanto a promoção inapropriada de leites integrais e o patrocínio de associações na área de saúde são preocupações em particular.
Durante esta semana, ganham as mães, que recebem cada vez mais incentivos e informação para amamentar, e principalmente os bebês. E para as mães e bebês que por razões profissionais e outros variados motivos não tiveram a oportunidade desta experiência, que eles tenham garantidas a qualidade e a idoneidade do alimento que irão servir ou ser oferecidos.
rosie-the-riveterA Semana Mundial de Aleitamento Materno émuito mais do que um modismo, um evento a ser cumprido anualmente no calendário ou vitrine para a exposição de bebês de celebridades, mas a demonstração de uma luta pela direitos de sermos devidamente informados e respeitados por uma indústria que durante muito tempo nos enganou e ainda hoje nos deseduca. Portanto, se nós mulheres conseguimos arregaçar as mangas, deixar nossos filhos em casa e ir à luta, hoje, com um pouco mais de luta e persistência, Nós conseguimos amamentar!

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